Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Empresas e frentes parlamentares criticam fim da taxa sobre blusinhas

Associações e frentes parlamentares criticam Lula pela extinção da taxa das blusinhas, afirmando prejuízos à indústria, ao varejo e aos empregos nacionais

Empresas e frentes parlamentares criticam governo Lula por fim da taxa das ‘blusinhas’ Foto: Emanuel/Adobe Stock
0:00
Carregando...
0:00

A taxa das “blusinhas”, imposto federal sobre mercadorias importadas de até US$ 50, foi encerrada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, aprovada pelo Congresso em 2024, recebeu críticas de associações e frentes parlamentares ligadas à indústria e ao comércio nacionais.

Indústria e varejo avaliam consequências negativas da revogação, destacando competição desigual com produtos importados. O governo afirma que o fim zerou o tributo e eliminou práticas de contrabando associadas à antiga cobrança.

As frentes parlamentares destacam que a posição do Executivo pode impactar empregos e arrecadação, especialmente em setores de indústria têxtil, varejo e comércio de serviços. O debate ocorre em meio ao calendário eleitoral de 2026.

Reações no Legislativo

Domingos Sávio, presidente da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços, afirmou que o governo está sob pressão eleitoral, mas que a prioridade não é reduzir impostos apenas de forma geral. Ele defendeu reduzir tributos para a indústria brasileira, lojas e empregadores locais.

A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria avaliou que a medida pode enfraquecer a indústria nacional, aumentando a concorrência desleal com empresas sujeitas a alta carga tributária. A nota da frente é de preocupação com o equilíbrio do mercado.

Júlio Lopes, presidente da frente, criticou a dependência de impostos altos para a competitividade e argumentou que produtos importados com tributação zerada prejudicam empregos e produção nacional.

Impactos e perspectivas

A ABIT, entidade que representa a indústria têxtil, emitiu nota de repúdio, afirmando que a decisão penaliza quem investe, produz e gera empregos no Brasil. A associação sustenta que a medida amplia desigualdades entre empresas nacionais e plataformas internacionais.

A ABVTEX, Associação Brasileira do Varejo Têxtil, disse considerar urgente adotar medidas compensatórias. A entidade afirmou que o fim da taxação sobre plataformas estrangeiraspenaliza micro e pequenas empresas, além de favorecer a desindustrialização e a perda de empregos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais