O aumento do preço dos combustíveis globais segue impulsionado pela escalada do petróleo em meio ao cenário de tensão internacional envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Dados divulgados mostram como isso se reflete na inflação.
Entre fim de abril e começo de maio, o petróleo Brent ficou acima de US$ 100 o barril, por temores de interrupções no Estreito de Ormuz. A alta do petróleo impacta diretamente diesel e gasolina.
No Brasil, a soma de fatores globais com a estrutura de preços local resultou em alta menor que em muitos países. A gasolina subiu 5,9% e o diesel, 17,7%, em 23 de fevereiro a 4 de maio de 2026.
Comparativo internacional
Dados da Global Petrol Prices, compilados pelo Statista, mostram variações expressivas entre países. Malásia (+56,3% na gasolina; +71,2% no diesel) e Emirados Árabes Unidos (+52,4% na gasolina; +86,1% no diesel) tiveram altas fortes.
Os EUA registraram alta de 44,5% na gasolina e 48,1% no diesel. África do Sul avançou 33,1% na gasolina e 63,6% no diesel. Canadá teve aumentos acima de 30% para ambos os combustíveis.
Na Europa, Reino Unido teve +19,2% na gasolina e +34,2% no diesel, enquanto Alemanha chegou a +13,7% e +19,8%, respectivamente. Espanha, apesar de alta do diesel, teve gasolina com +5,1%.
Brasil em foco
Entre os 13 países analisados, o Brasil ficou entre as últimas posições em impacto. O resultado local reflete políticas públicas e a matriz de preços interna, além da variação cambial e da carga tributária.
A gasolina brasileira registrou alta menor que a de muitos pares, e o diesel ficou acima de 17%, acrescentando pressão aos custos de transporte, energia e insumos. O efeito se espalha pela cadeia produtiva.
Implicações para a inflação
Como o petróleo sustenta combustíveis e transporte, subidas no barril elevam custos de produção e distribuição. Empresas repassam parte desses aumentos ao consumidor, pressionando a inflação. Também pesam plásticos, fertilizantes e insumos industriais.
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