O IPCA, inflação oficial do país, desacelerou em abril, ficando em 0,67%. O resultado foi puxado sobretudo pelos alimentos e pelo grupo saúde e cuidados pessoais, que juntos respondem por 67% da variação do mês. A divulgação foi feita pelo IBGE nesta terça-feira.
Apesar da queda mensal, o indicador acumula alta de 2,60% no primeiro quadrimestre e 4,39% nos últimos 12 meses, acima da meta do governo.
Entre os alimentos, o grupo manteve a pressão sobre o índice em abril, registrando a maior variação e impacto: 1,34% e 0,29 ponto percentual, respectivamente. Entre as altas, destacam-se cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%).
No setor de saúde e cuidados pessoais, a alta foi de 1,16%, com impacto de 0,16 ponto percentual. Os maiores destaques foram produtos farmacêuticos (1,77%), após reajuste autorizado de até 3,81% nos medicamentos, a partir de 1º de abril, e artigos de higiene pessoal (1,57%), com perfume em destaque (1,94%).
A gasolina manteve influência relevante no índice, sendo o item com maior impacto individual. Houve, porém, uma desaceleração de 4,59% em março para 1,86% em abril. Outros grupos apresentaram variações abaixo de 1%, como transportes e educação, cada um em 0,06%, além de artigos de residência em 0,65%.
Em resumo, a inflação de abril mostrou desaceleração, mas permanece pressionada por alimentação, saúde e combustíveis, contribuindo para o desempenho do IPCA em diferentes horizontes temporais.
Entre na conversa da comunidade