O IPCA desacelerou em abril, fechando em 0,67%, ante 0,88% em março. O resultado reflete, principalmente, menor alta da gasolina e queda nos bilhetes aéreos, após medidas do governo para conter a alta do petróleo.
O IBGE informou que os nove grupos pesquisados apresentaram elevação de preços no mês. Alimentação e bebidas chegou a 1,34%, e saúde e cuidados pessoais, 1,16%. O peso da alimentação no domicílio puxou o índice, com alta de 1,64%.
A alta de alimentos ficou pressionada pela cenoura, leite, cebola, tomate e carnes. Café moído e frango tiveram quedas. A alimentação fora de casa subiu 0,59%. Segundo a autoridade, oferta restrita de alguns itens também sustenta os preços.
Os transportes influenciaram menos, com variação de 0,06%, com recuo de 14,45% nas passagens aéreas. Já os combustíveis subiram 1,80%, e a gasolina desacelerou de 4,59% para 1,86% entre março e abril.
No grupo saúde e cuidados pessoais, os medicamentos tiveram alta de 1,77% em abril, após reajustes autorizados a partir de 1º de abril. Artigos de higiene pessoal também contribuíram para o aumento.
No acumulado do ano, o IPCA soma 2,60% nos quatro primeiros meses. Em 12 meses, o indicador está em 4,39%, próximo do teto da meta de 4,50%, o que acende alerta para o Banco Central.
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