O IPCA, a inflação oficial, desacelerou para 0,67% em abril. O desempenho ficou puxado pelos preços dos alimentos, dos produtos farmacêuticos e dos combustíveis, que contribuíram para o resultado mensal.
Apesar da queda em abril, o mês registrou a maior alta para um abril desde 2022. Em 12 meses, a inflação acumulada subiu a 4,39%, mantendo-se acima de 4% ao longo do último ano.
A retração no percentual mensal ficou parcialmente associada à queda nas passagens aéreas, que ajudou a conter o índice e fez o IPCA ficar abaixo do que poderia ter sido. A variação de abril, porém, mostrou persistência de pressões em itens importantes do orçamento familiar.
Alimentos e itens correlatos
Os alimentos registraram elevação de 1,34% em abril, com altas observadas em cenoura, leite e cebola. O café foi um dos poucos itens a apresentar alívio no período, contribuindo para reduzir parte do impacto dessas altas.
Na comparação por grupos, os produtos farmacêuticos tiveram alta de 1,77% e os combustíveis subiram 1,80%, refletindo custos de energia e itens de higiene e saúde que costumam responder rapidamente a mudanças no mercado.
Perspectiva e impactos
O desempenho mensal, ainda que menor que o registrado em março, mantém a inflação sob vigilância. Analistas projetam inflação próxima de 5% no fim do ano, cenário que influencia famílias, micro e pequenas empresas e o comércio em geral.
As consequências de uma inflação mais elevada são um tema recorrente para o cotidiano dos brasileiros, especialmente para quem tem orçamento apertado e depende de preços estáveis para planejamento financeiro.
Entre na conversa da comunidade