Lucas Adib, novo CEO da Hapvida, apresentou durante a teleconferência de resultados do 1T o plano de atuação por região, com estratégias de dispersão geográfica e descentralização decisória. O tom foi de alerta, não de vitória.
Durante a call, Adib utilizou a metáfora de guerrilha para explicar a mudança: ações diferentes por praça conforme o cenário competitivo. A empresa negocia adaptações de produto, preço e rede em várias praças.
A Hapvida divulgou números do trimestre: receita líquida de 7,89 bilhões, alta de 5,2% ante 1T23, com ticket médio de 305 reais, 7,3% acima. A sinistralidade caiu, ajudando o resultado.
A geração de caixa positiva voltou, com EBITDA ajustado de 803,3 milhões, alta de 12,5% frente ao 4T24, mas queda anual de 20%. A margem foi de 10,2%, frente 9,0% no 4T24 e 13,4% no 1T24.
No trimestre, a Hapvida encerrou com prejuízo líquido de 154,3 milhões, após lucro de 54,3 milhões em 1T24. A base de vidas caiu para 8,68 milhões, frente 8,8 milhões um ano antes.
Na prática, a empresa privilegia revisão praça a praça de produtos, preços, rede e contratos, e avalia venda de ativos apenas como possibilidade, não detalhando quais unidades podem sair do portfólio.
São Paulo foi o principal campo de testes da nova estratégia. O estado registrou queda de 67,1 mil vidas no 1T, com perda maior na região metropolitana, seguida do interior, mas mostrou melhora recente no varejo da capital.
Nos dois últimos meses, houve melhor desempenho de adições líquidas no varejo da região metropolitana, segundo Adib, que planeja replicar o modelo em Sul, interior de SP, Rio e Minas.
Felipe Nobre foi apresentado como responsável por estratégia, RI, transformação e M&A, com Adib destacando que a área de fusões e aquisições ficará, por ora, apenas no sentido de venda de ativos.
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