OpenAI renegociou o acordo com a Microsoft, reduzindo significativamente os pagamentos previstos. O novo contrato deve evitar cerca de US$ 97 bilhões em repasses até 2030, segundo o The Information. A mudança reduz a obrigação de receita paga à Microsoft.
Originalmente, a OpenAI deveria repassar 20% de sua receita até 2030, potencialmente até US$ 135 bilhões. Com o ajuste, o teto passa a US$ 38 bilhões. Sarah Friar, diretora financeira da OpenAI, comunicou os novos parâmetros aos investidores.
Contexto e mudanças
A alteração ocorre no âmbito da transformação da OpenAI em empresa de benefício público, concluída em 28 de outubro de 2025. A reformulação envolve o fim da participação direta sobre a receita para a Microsoft e o direito de uso da propriedade intelectual até 2032.
O que cada parte ganhou
A Microsoft abriu mão da participação direta na receita, mas manteve ativos significativos: uma participação de 27% na OpenAI Group PBC, avaliada em US$ 135 bilhões, e o compromisso de consumo de US$ 250 bilhões em serviços Azure. A IP permanece acessível até 2032.
Mudanças no ecossistema de nuvem
O acordo encerra a exclusividade do Azure. A OpenAI pode negociar com AWS e Google Cloud para serviços adicionais, ainda que lançamentos de produtos continuem priorizados no Azure quando a infraestrutura permitir.
Ambiente regulatório e concorrência
O Financial Times informou tensões entre Microsoft e AWS envolvendo um contrato de US$ 50 bilhões para a plataforma Frontier. A disputa envolve interpretações contratuais sobre hospedagem de APIs da OpenAI.
Horizonte de mercado
Especialistas indicam que a renegociação facilita a abertura de capital da OpenAI prevista para o quarto trimestre deste ano. Com a retirada de cláusulas de exclusividade e de escalonamento de pagamentos, o caminho para o mercado público fica mais claro.
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