O Tesouro Público elevou novamente as taxas de retorno das Letras do Tesouro, em meio a um cenário de cautela dos bancos centrais e de expectativa de juros elevados por mais tempo. As letras a três e nove meses saíram nesta terça-feira com demanda robusta.
Na operação, foram adjudicados 826,85 milhões de euros em letras a três meses, com rentabilidade de 2,163%, acima dos 2,123% da última venda. A demanda chegou a 2.487,67 milhões, quase três vezes a oferta.
Para as letras a nove meses, o Tesouro captou 1.685,71 milhões de euros, com rentabilidade de 2,521% frente 2,471% em abril. As solicitações somaram 4.135,89 milhões, mais que o dobro da oferta.
O desempenho recente segue a semana anterior, quando foram leiladas letras a seis e doze meses, com captações de 6.463 milhões de euros. O juro das letras a 12 meses atingiu 2,651%, maior nível desde setembro de 2024.
A alta dos juros reflete a resistência da inflação e o novo humor do mercado quanto à trajetória do BCE. Com a possibilidade de manutenção ou alta dos tipos, investidores demandam retornos maiores para papéis de curto prazo.
Para 2026, o Tesouro estima necessidades de financiamento de 55 bilhões de euros, igual ao ano anterior. Desse total, 50 bilhões são para médio e longo prazo, 5 bilhões para Letras do Tesouro.
A estratégia de financiamento continua apoiada no desempenho da economia espanhola e na manutenção de uma política fiscal prudente, segundo o Ministério da Economia.
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