A Americanas registrou um prejuízo líquido de R$ 329 milhões no primeiro trimestre, queda de 33,7% ante o mesmo período de 2025, quando a empresa teve perda de R$ 496 milhões. O resultado foi divulgado em balanço nesta quarta-feira (13).
O EBITDA ajustado ficou positivo em R$ 15 milhões, ante R$ -26 milhões no 1º trimestre de 2025. A receita líquida aumentou 20,2%, para R$ 3,08 bilhões, impulsionada por melhorias no digital e nas lojas físicas.
As vendas nas mesmas lojas cresceram 22% no trimestre, com suporte de campanhas sazonais como Páscoa e Volta às Aulas. O presidente-executivo, Fernando Dias Soares, afirmou que o segmento digital teve desempenho acima do esperado.
A empresa informou que hoje possui 1.148 lojas e cerca de 40 milhões de clientes ativos, com média de 92 milhões de visitas mensais entre lojas físicas, site e aplicativo. O ritmo de crescimento vem mantendo o foco de remodelação.
Desinvestimentos
A companhia confirmou a venda de 10 lojas deficitárias da Hortifruti Natural da Terra, em São Paulo, para o Oba Hortifruti, por R$ 69,3 milhões. O negócio integra o plano de desinvestimento em ativos não estratégicos.
Os executivos disseram que a venda de imóveis segue em linha com o objetivo de maximizar valor, com conversas avançadas, sem ceder a oportunidades de custo. O CFO Sebastien Durchon reiterou a busca por melhores cenários.
Além disso, a Americanas informou aprovação de credores para vender imóveis não listados no plano de recuperação judicial, com valor estimado entre R$ 346 milhões e R$ 468 milhões. Os ativos podem ainda ser negociados neste ano.
O objetivo da empresa é ampliar o portfólio de desinvestimentos, incluindo imóveis remanescentes. Segundo Durchon, parte das propriedades deve ser vendida ainda neste exercício.
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