A Petrobras retomou nesta quarta-feira a produção de fertilizantes na Bahia, com projeção de alcançar 35% da demanda nacional de fertilizantes nitrogenados até 2028, caso as quatro fábricas estejam em operação. A planta baiana, Fafen-BA, havia sido hibernada desde 2019 e arrendada à iniciativa privada posteriormente.
O retorno da Fafen-BA envolve um investimento de cerca de 100 milhões de reais apenas na unidade, sem contar os recursos destinados ao gás natural que viabiliza a operação. A empresa prevê gerar aproximadamente 3.600 empregos diretos e indiretos com a reativação.
A presidente Magda Chambriard afirmou que, com o retorno total de quatro fábricas, o Brasil deixará de importar integralmente ureia, reduzindo a dependência externa. Hoje, a ureia representa o principal fertilizante nitrogenado consumido no país, com demanda anual em torno de 8 milhões de toneladas.
Avanços em outras unidades e impactos no Nordeste
A Petrobras também está contratando a conclusão da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN3) em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul. Além disso, a empresa objetiva reabrir as fábricas de fertilizantes em Sergipe e Araucária Nitrogenados (ANSA) no Paraná, ampliando a produção nacional.
A companhia mantém um plano de negócios voltado para a Bahia, com investimento estimado em 3,5 bilhões de dólares em exploração e produção nos próximos cinco anos. A iniciativa prevê mais de 100 intervenções no Recôncavo Baiano para ampliar óleo e gás no estado.
Segundo a gestão, a renovação da produção de ureia atenderá culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de suprir a pecuária, por meio de ureia utilizada como suplemento para ruminantes. A estimativa é de que o projeto gere cerca de 6.500 empregos diretos e indiretos apenas na frente de E&P no Recôncavo Baiano.
A usina de biodiesel em Candeias, na Bahia, também conta com recursos previstos de 115 milhões de dólares dentro do conjunto de investimentos da estatal na região.
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