O IBGE divulgou dados da PNAD Contínua sobre o mercado de trabalho no Brasil. Entre janeiro e março, 1,1 milhão de pessoas estavam em busca de emprego há dois anos ou mais, e 1,4 milhão procuravam ocupação há menos de 30 dias. Os números indicam queda em comparação com o mesmo trimestre de 2025.
A redução do contingente com mais de dois anos fora do mercado ocorre ao mesmo tempo em que a procura por recolocação recente também recua. O recorte de 2 anos apresenta queda, e o de menos de 30 dias cai 14,7% frente ao 1º trimestre de 2025.
William Kratochwill, analista da PNAD Contínua, diz que a evolução recente aponta para melhora generalizada. Segundo ele, a menor taxa de desemprego e a maior rotatividade impulsionam a leitura positiva do mercado.
Desempenho do desemprego
Desemprego ficou em 6,1% no 1º trimestre, subindo levemente frente ao fim de 2024, quando ficou em 5,1%. Mesmo assim, permanece o menor nível da série histórica, iniciada em 2012, para este período.
Mudanças sazonais costumam elevar a busca por emprego no início do ano. O movimento coincide com fim de contratos temporários e demissões no setor público, reforçando o padrão anual observado pelo IBGE.
A taxa de desocupação também apresenta desigualdades por gênero e raça. Homens ficaram em 5,1%, mulheres em 7,3%. Brancos registraram 4,9%, pretos 7,6% e pardos 6,8%.
Entre as áreas de instrução, o desemprego varia conforme a formação. Ensino médio incompleto atingiu 10,8%, superior incompleto, 7,0%, e superior completo, 3,7%, progressivamente menor.
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