O Citi alterou a visão sobre dois players do setor de saúde no Brasil. A instituição elevou a Hypera HealthCare ao status de compra, citando resultados recentes, potencial de lançamentos com GLP-1 e melhoria de fluxo de caixa. Por outro lado, cortou a recomendação da RD Saúde, de neutro para venda, diante da intensificação da competição no varejo online.
A equipe liderada pelo analista Leandro Bastos elevou o alvo da Hypera de 26 para 28 reais. A recomendação para a RD Saúde passou de neutro para venda, com alvo reduzido de 26 para 18 reais. A avaliação aponta que a Hypera tem janela de ganho com semaglutida, enquanto a RD Saúde enfrenta maior pressão competitiva.
Para a Hypera, o Citi vê potencial de expansão de receita para 2026 e 2027, com revisões de lucro líquido para 1,9 bilhão e 2,1 bilhões de reais, respectivamente. A projeção considera ganhos com o portfólio GLP-1 e a possibilidade de licenças regulatórias, além de margens favorecidas pela valorização do real.
No cenário da RD Saúde, o banco aponta riscos com o aumento da participação de e-commerce na venda de medicamentos, que tende a pressionar margens. A análise cita queda na alavancagem operacional e dúvidas sobre ganhos adicionais com GLP-1, dadas bases de comparação altas. As projeções de lucro de RD foram reduzidas para 2026 e 2027.
Em termos de desempenho de ações, às 13h28 as ações da Hypera subiam 4,3%, negociadas a 23,54 reais. Já os papéis da RD Saúde avançavam 0,4%, a 19,57 reais. A Hypera tem valor de mercado estimado em 16,5 bilhões de reais, com alta no ano de 1,95%.
A RD Saúde apresenta uma capitalização de aproximadamente 34,3 bilhões de reais, registrando queda de 17,4% no ano. O relatório do Citi reforça que a Hypera pode se beneficiar de condições de capital de giro mais restritas e de uma trajetória de crescimento mais estável, mantendo o foco no que houve de mais relevante para o investimento.
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