Mais de 24 milhões de brasileiros já encaminharam a declaração do IRPF 2026 à Receita Federal. O volume confirma o avanço da tecnologia, mas especialistas alertam que erros podem levar o contribuinte à malha fina.
Até 14 de maio, foram entregues 24.204.094 declarações, com 59,6% feitas pelo sistema de declaração pré-preenchida. O prazo segue até 29 de maio, e a expectativa é atingir 44 milhões de documentos.
Segundo especialistas, o modelo pré-preenchido facilita, mas não elimina falhas. Dados de terceiros podem estar incorretos; se o contribuinte não revisar, o erro persiste e pode levar à malha fina.
Cuidado com rendimentos
A omissão de rendimentos é uma das armadilhas mais comuns. Além do salário, aluguel, estágio, aposentadoria, pensão, freelas, aplicações financeiras e rendimentos de dependentes devem constar na declaração.
Muitos se lembram apenas do emprego principal e esquecem outras fontes de renda. Caso haja operações com ações ou fundos imobiliários, a ausência de declaração de ganhos também gera inconsistência.
Despesas médicas e outras deduções
A Receita aponta que despesas médicas respondem por 32,6% dos casos de malha fina, seguidas pela omissão de rendimentos e por divergências no imposto retido na fonte. Despesas com saúde costumam ser o maior vilão entre deduções.
É comum lançarem valores incorretos ou deduções não aceitas, como gastos com vacina ou serviços que não são dedutíveis. A orientação é declarar apenas o que foi efetivamente pago, com comprovantes, e revisar cada item.
Outras deduções geram problemas quando incluem dependentes de forma inadequada, gastos educacionais fora das regras e pensão alimentícia preenchida de modo incorreto. O programa pode ajudar ao comparar modelos de tributação.
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