Durante o segundo dia do São Paulo Innovation Week SPIW, executivos da Lupo e do Grupo Boticário participaram do painel Loved Brands, no palco do Retail Talks. O debate abordou como proximidade emocional e reinvenção constroem marcas que viram fãs.
Guiado pela editora Geovana Pagel, o painel discutiu o desafio de manter uma marca relevante com o passar das gerações. Daniela Lupo destacou a necessidade de dialogar com novos consumidores, sem abandonar a memória da marca centenária.
Eduardo Rebola reforçou que o relacionamento com o público depende da memória criada pela experiência, pelas fragrâncias e pela comunicação que conectam emoção real aos produtos. A ideia central é transformar consumidores em fãs fiéis.
O painel mostrou casos da Lupo e do Boticário para ilustrar a estratégia de marca que alia afeto, inovação e adaptação ao mercado. Daniela Lupo explicou a evolução da empresa com fios tecnológicos e produtos modernos sem perder a essência.
A conversa também abordou o papel da mídia e da visibilidade. Daniela comentou que as vitrines tendem a ceder espaço à presença contínua da marca em ambientes digitais, especialmente nos shoppings, onde o público circula com o celular.
Rebola citou o desafio de manter a lembrança positiva diante da enxurrada de informações. Para o Boticário, o foco está em produtos que gerem identificação e memória duradoura entre consumidores.
O debate ainda destacou o impacto social como elemento da construção de marca. O Boticário afirmou que a empresa não adota bandeiras, mas atua com responsabilidade social compatível com seus valores. A Lupo ressaltou a importância de respeitar diversos públicos.
Entre os casos discutidos, a pandemia de COVID-19 foi mencionada como momento de virada. A Lupo lançou máscaras para ajudar a Santa Casa, mantendo o canal de distribuição aberto com cerca de 30 mil parceiros para sustentar a relação com clientes.
O painel trouxe ainda exemplos de produtos que nasceram de escuta ativa do consumidor, como as linhas Egeo e Cuide-se Bem com fragrância de melancia, e o uso de ações de marketing com foco em fãs reais. A discussão reforçou a ideia de que afeto pode aproximar marcas de diferentes gerações.
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