O mercado de escritórios em São Paulo registrou queda na vacância e aumento na demanda no primeiro trimestre, mesmo com juros altos. O total ocupado na cidade foi superior a 80 mil m², levando a taxa de vacância a 16%, o menor patamar em seis anos.
A trajetória de queda da vacância vem se consolidando há três anos. Em 2023, o indicador ficou em 23%; no 1º trimestre de 2025, chegou a 19% e encerrou o ano passado em 17%, chegando aos atuais 16%.
A absorção de espaço também aponta para um crescimento orgânico. Em 2023 foram 61 mil m² ocupados, em 2024, 72 mil, e em 2025, 132 mil m². Quatro contratos acima de 8 mil m² impulsionaram esse desempenho no trimestre.
Demanda por imóveis premium e pressões de preço
A demanda concentra-se em Itaim Bibi, Nova Faria Lima e Chucri Zaidan, com fortes compras de setores farmacêutico, tecnologia e e-commerce. Em Nova Faria Lima e JK, os aluguéis pedidos chegam a 300 R$/m²/mês.
A média de locação para edifícios classe A e A+ nas regiões primárias fica em torno de 96 R$/m²/mês, porém varia bastante. Santo Amaro e Marginal Pinheiros apresentam preços menores, abaixo de 50 R$/m²/mês, com vacância elevada.
Mesmo com a lógica de alta qualidade, o custo total de ocupação é considerado relevante. Edifícios modernos, com lajes eficientes e selos de sustentabilidade, ganham espaço por oferecer menor gasto com condomínios e energia a longo prazo.
Perspectivas para 2026 e entregas
O mercado já mira novos empreendimentos: seis torres devem entrar em operação em 2026, totalizando cerca de 258 mil m², com duas já pré-locadas. Hoje, há cerca de 416 mil m² em obras, distribuídos em seis projetos.
As expectativas de Colliers apontam continuidade do ritmo positivo em 2026, com redução adicional da vacância e maior valorização de ativos bem localizados. O crescimento da demanda em regiões estratégicas sustentaria esse cenário.
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