A Operação Refugo, deflagrada pelo Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (Cira-SP) nesta quinta-feira, desarticula um esquema de sonegação estimado em 2,5 bilhões de reais no setor de plásticos, por meio de 60 empresas de fachada. A ação cumpre 46 mandados de busca e apreensão em 14 cidades do estado.
Segundo as investigações, o esquema envolvia notas fiscais frias, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio. O prejuízo aos cofres públicos de São Paulo com ICMS teria alcançado mais de 849 milhões de reais entre outubro de 2021 e agosto de 2025.
A operação mobilizou mais de 530 agentes públicos, com mandados executados em Arujá, Barueri, Bertioga, Caieiras, Cotia, Franco da Rocha, Guarulhos, Itapevi, Itupeva, Jundiaí, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, São Paulo e Sertãozinho. Alvos incluem residências, empresas e escritórios ligados aos suspeitos.
Contexto e atuação do Cira-SP
A apuração aponta três grandes grupos empresariais como protagonistas, que juntos representam fatia relevante do mercado paulista de plásticos. As frentes do esquema envolviam fluxo de mercadorias entre importadores, indústrias de resina, intermediários e fabricantes, além de empresas de fachada na emissão de notas frias.
Fluxo financeiro e desdobramentos
No trilho financeiro, valores eram redistribuídos entre operadores, intermediários, empresas patrimoniais e pessoas físicas ligadas ao grupo. Os recursos seriam usados para custear despesas pessoais dos empresários, incluindo turismo, clubes náuticos, imóveis e bens de luxo. A Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Gaeco e as polícias Civil e Militar apoiam a operação.
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