A medida provisória editada pelo governo federal para subsidiar gasolina e diesel pode ajudar a conter a alta dos combustíveis diante da pressão internacional sobre o petróleo. O impacto ao consumidor depende do repasse ao longo de toda a cadeia de abastecimento.
Paulo Tavares, presidente do Sindicombustíveis-DF, afirma que a participação da Petrobras pode reduzir preços na origem, mas o repasse integral depende de distribuidoras e postos. Para chegar aos consumidores, há necessidade de cooperação entre refinarias, distribuidoras e revenda.
O texto prevê subsídio de até 0,89 por litro para a gasolina e também vale para o diesel, limitado ao valor dos tributos federais incidentes sobre os combustíveis. Os efeitos dependem da aplicação prática do benefício em toda a cadeia.
Há expectativa de que o debate governo-setor aumente a transparência sobre custos e margens do setor de combustíveis, segundo Tavares. Ele defende mais clareza nas informações sobre custos em cada etapa da cadeia.
As distribuidoras devem atuar com responsabilidade na adesão aos mecanismos previstos, diz o presidente do Sindicombustíveis-DF. A ideia é preservar a competitividade do setor e proteger o consumidor brasileiro.
Papel da cadeia de abastecimento
A integração entre refinarias, distribuidoras e postos é considerada essencial para a efetiva redução de preços ao consumidor. A participação de diferentes elos da cadeia pode ampliar a capilaridade do benefício.
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