A Trisul (TRIS3) divulgou seus resultados do 1T26, com alta nas vendas e na receita líquida, mas queda no lucro e nas margens. A reportagem é baseada em dados divulgados pela empresa e apurados pelo BPMoney.
As vendas contratadas líquidas somaram 409,7 milhões de reais no 1T26, alta de 39,3% ante o 1T25. Considerando apenas a participação da Trisul, o valor foi de 392,6 milhões, aumento de 34,4%. A receita líquida ficou em 343,2 milhões, evolução de 26,2%.
Foi registrado lançamento de três empreendimentos residenciais em São Paulo no trimestre: Elev Ipiranga — Fase 1, Vila Boulevard Mooca — Fase 2 e Terrare Moema. Ao todo, foram 759 unidades vendidas, avanço de 21,2% frente ao 1T25, porém a VSO caiu para 11,4%.
Desempenho financeiro e margens
O lucro líquido recuou 34,2%, para 28,3 milhões de reais, com margem líquida caindo de 15,8% para 8,2%. O EBITDA totalizou 38,8 milhões, queda de 15,1%, e a margem EBITDA ficou em 11,3%. O EBITDA ajustado subiu 4,6%, para 55,6 milhões, com margem de 16,2%.
A margem bruta ajustada recuou para 30,4%, ante 35,4% no 1T25. O processo de venda e o mix de produtos influenciaram esse resultado, segundo a empresa.
Landbank, entregas e caixa
O landbank chegou a 6 bilhões de reais no 1T26, frente 4,6 bilhões ao fim de 2025. A Trisul entregou 643 unidades no trimestre, com VGV total de 638 milhões. Entre os projetos estão Praça Omaguás Pinheiros, Mirant The Collection Ibirapuera e The Collection Moema.
Endividamento e liquidez
A dívida líquida encerrou março em 458,3 milhões, alta de 24,6% em 12 meses, mas queda de 14,2% frente ao 4T2025. A relação dívida líquida sobre patrimônio ficou em 30,9%, abaixo de 36,1% no 4T25. O caixa somou 507,6 milhões de reais.
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