O Bitcoin voltou a subir acima de US$ 80 mil nesta sexta-feira, após a aprovação da Lei Clarity pela comissão bancária do Senado dos EUA. O movimento ocorre em meio a pressões de inflação mais alta e a incerteza no cenário geopolítico envolvendo o Irã.
Nesta manhã, o BTC avançava 1,9% em 24 horas, cotado a US$ 80.526. Em reais, a cotação era de cerca de R$ 403.742, segundo o Portal do Bitcoin. Ethereum recuava 0,3%, a US$ 2.255; XRP subia 2,4%, Solana avançava 0,2% e BNB ganhava 2,1%.
A aprovação da Lei Clarity representou o primeiro movimento bipartidário relevante sobre a estrutura regulatória do mercado cripto em meses. Tim Scott, presidente do Comitê Bancário do Senado, conseguiu admitir emendas que haviam sido rejeitadas, assegurando a vitória por 15 a 9.
Regulação nos EUA
O texto seguirá para o plenário do Senado e, se aprovado, seguirá para a Câmara dos Representantes. Mesmo com o avanço, permaneceram questões sobre a aplicação prática da lei e questões éticas que exigem consenso entre democratas.
Cenário macro e impactos no mercado
Entre as criptomoedas, o XRP reagiu mais fortemente à sinalização regulatória, enquanto o BTC manteve-se acima de US$ 80 mil. Alívio parcial com a regulação contrasta com a alta de inflação, incertezas internacionais e volatilidade dos mercados globais.
Mercados internacionais mostram tensão: bolsas asiáticas recuaram após dados de inflação no atacado no Japão, e o Brent subiu, próximo de US$ 107 o barril, com o fechamento de Hormuz ainda sem acordo. Nos EUA, yields subiram e o mercado precifica quase metade de chance de alta de juros pelo Fed neste ano.
Para André Franco, CEO da Boost Research, o cenário de curto prazo permanece neutro a levemente negativo para o Bitcoin. A volatilidade pode persistir entre US$ 79.000 e US$ 82.000, dependendo de movimentos de yields e da força do dólar.
Fontes: Portal do Bitcoin, CoinDesk.
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