A Operação Sem Refinamento deflagrada nesta sexta-feira reacendeu as investigações sobre Ricardo Magro, empresário proprietário do grupo Refit. Ele é alvo de mandado de prisão e aparece entre os maiores devedores tributários do país. A ação também o reúne a uma lista vermelha da Interpol.
Magro vive em Miami desde a década passada e é apontado como peça-chave em estruturas financeiras ligadas ao mercado de combustíveis. Além da Refinaria de Manguinhos, no Rio, ele mantém negócios nos EUA e em Portugal, reforçando uma atuação internacional.
A operação investiga suspeitas de sonegação fiscal bilionária, lavagem de dinheiro e a atuação de organizações criminosas no setor. Em anos anteriores, instituições ligadas ao grupo já foram citadas em investigações sobre fraude tributária e adulteração de combustíveis.
Contexto da investigação
Em julho do ano passado, o Ministério Público de São Paulo citou empresas ligadas à Refit em apurações sobre irregularidades no setor. A refinaria do grupo foi alvo de outra operação, e houve interdição pela ANP, em meio a suspeitas envolvendo o mercado de combustíveis.
Histórico de atuação e decisões judiciais acompanham o caso. Magro já ocupou cargos no meio jurídico e chegou a ser preso em 2016 em investigações envolvendo fundos de pensão, mas foi absolvido posteriormente.
Entre na conversa da comunidade