O índice STOXX 600, referência do mercado acionário europeu, caiu 1,5% nesta sexta-feira, fechando em 606,92 pontos. O recuo ocorreu diante de preocupações com pressões inflacionárias ligadas ao custo da energia e ao impasse entre EUA e Irã, que afeta mercados globais.
Apesar de balanços positivos e um rali de ações de semicondutores ao longo da semana, o viés de alta nos preços da energia pesou nos ativos. A alta de custo de vida é citada como principal gatilho para o equilíbrio de risco nas bolsas.
Entre os segmentos, o setor de materiais caiu 5,1% com fraqueza nos metais, e o de defesa recuou 3,6%, o pior desempenho semanal entre setores. Empresas de semicondutores endureceram o tom; ASML caiu 4,4% e Aixtron caiu 6%.
No cenário externo, a reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, encerrou sem avanços significativos sobre o Estreito de Ormuz. Trump disse estar esgotando a paciência com o Irã, o que alimenta incertezas no curto prazo.
Dados de inflação na Europa e nos EUA indicam repasse de custos de energia para preços ao consumidor e ao produtor. Analistas veem possibilidade de pelo menos dois aumentos da taxa básica até o fim do ano pelo BCE, influenciando decisões de investimento.
Em Londres, o índice Financial Times caiu 1,71%, aos 10.195,37 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 2,07%, para 23.950,57 pontos. Em Paris, o CAC-40 caiu 1,60%, a 7.952,55 pontos.
Em Milão, o Ftse/Mib teve queda de 1,87%, a 49.116,47 pontos. Em Madrid, o Ibex-35 recuou 1,05%, a 17.622,70 pontos. Em Lisboa, o PSI-20 caiu 1,00%, a 9.033,06 pontos.
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