A Samsung Electronics enfrenta uma greve iminente de 18 dias que pode começar em 21 de maio, na Coreia do Sul, e reverberar globalmente. O conflito gira em torno de como distribuir os ganhos do boom da IA entre trabalhadores e áreas de negócios da empresa.
Mais de 45 mil trabalhadores do maior fabricante de chips do país ameaçam paralisar a produção de memória, crucial para data centers e dispositivos. A greve poderia afetar a oferta de memória usada em IA, smartphones e notebooks, conforme negociações salariais se intensificam.
A empresa oferece bônus generosos, mas propõe pagar mais aos 27 mil funcionários que lidam com memória. Os 23 mil da produção de chips de IA para Tesla e Nvidia querem tratamento similar, citando perdas recentes no segmento de fundição.
A reportagem ouviu líderes sindicais e funcionários envolvidos, além de revisar transcrições de negociações. O objetivo da Samsung é tornar-se uma fornecedora integrada de diversos tipos de chips, o que envolve estruturas internas complexas.
Analistas estimam impacto financeiro considerável. O JPMorgan projeta queda no lucro operacional entre 21 trilhões e 31 trilhões de wons, com perdas de venda de até 4,5 trilhões de wons, caso a greve ocorra.
Divisão e impactos internos
A Divisão de Soluções para Dispositivos agrupa memória, sistema LSI e fundição, áreas que hoje apresentam lucratividade desiguais. A memória lidera vendas globais, mas a fundição enfrenta desafios de competição.
Especialistas destacam que atritos internos podem ter preparado o terreno para a paralisação. Comentários apontam para uma estrutura de negócios que, segundo eles, pode desvalorizar a empresa e criar conflitos de interesse internos.
A greve também expõe divergências entre as unidades da Samsung, com relatos de saída de funcionários e pressão para manter o equilíbrio entre áreas de negócio. Mantém-se a urgência em chegar a um acordo.
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