O Instituto Amazônia+21, o Banco da Amazônia e a Global Citizen anunciaram, durante a Brazil Week em Nova York, a criação de um fundo filantrópico para a agenda socioambiental, com base em blended finance, visando a agricultura regenerativa na Amazônia. A iniciativa envolve financiamento a pequenos produtores rurais.
O Banco da Amazônia atuará como cotista âncora com 2,5 milhões de dólares. Ao todo, o fundo pretende captar 25 milhões de dólares até setembro, buscando ser o maior fundo filantrópico brasileiro voltado à agenda socioambiental.
O objetivo é conectar capital a projetos na Amazônia com escala e segurança, começando por quem mais precisa: o pequeno produtor. A estrutura será conduzida pelo Instituto Amazônia+21, em parceria com a Global Citizen, que também apoiará a mobilização de recursos.
Estrutura do fundo e metas
A iniciativa recebe o nome Fundo Banco da Amazônia e integra o programa Rural+Verde. A operação terá início no município de Costa Marques, Rondônia, com perspectivas de expansão para outras áreas da Amazônia Legal.
A modelagem prevê sustentabilidade financeira a partir do segundo ano, com retorno previsto dos ativos estruturados para sustentar a operação, aliado à captação contínua de recursos. A Global Citizen também impulsionará a mobilização internacional de fundos.
Alcance e implementação
O fundo busca ampliar o acesso ao crédito para produtores rurais historicamente à margem do sistema financeiro formal. A parceria envolve a CN I e entidades associadas para estruturar mecanismos de financiamento com foco em sustentabilidade, produção de alimentos e preservação da floresta.
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