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Sul do Brasil lidera a queijaria com pequenos negócios e padrões internacionais

Sul do Brasil domina premiações internacionais de queijos, com o Reserva do Vale eleito o melhor do mundo e Santa Catarina ampliando vitrine

Produção de queijos no Sul do Brasil avança com inovação, tradição e reconhecimento em premiação. (Foto: Arnaud Sperat Czar/Profissão Queijeira)
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A 4ª edição do Mundial do Queijo do Brasil ocorreu em abril, em São Paulo, reunindo produtores de queijos de 30 países. Foram avaliados mais de 2 mil queijos por 300 jurados, com o Sul do Brasil recebendo destaque expressivo.

Queijos do Paraná e de Santa Catarina dominaram os pódios, apresentando técnicas regionais e uma diversidade de estilos. Santa Catarina registrou 39 destaques e o Paraná 45, segundo a organização do evento.

Destaques catarinenses e o prêmio máximo

O queijo Reserva do Vale, produzido pela Queijos Possamai em Pouso Redondo (SC), foi eleito o melhor queijo do mundo. Esta é a segunda vez consecutiva que Santa Catarina ocupa o topo da competição. Em 2023, o prêmio principal ficou com Morro Azul, de Pomerode (SC).

Marlon Possamai, proprietário, explica que o Reserva do Vale é um queijo autoral de massa semicozida, maturado cerca de 12 meses para expressar o terroir da fazenda. A matéria-prima vem integralmente da produção da propriedade.

Além do premiado, a família Possamai levou medalhas com outros nove queijos, incluindo ouro para prato, coalho, queijo do bispo, gouda, da nona e colonial fresco; prata para morbier; bronze para minas meia cura e nono Ambrósio. A certificação Sisbi-POA ampliou as possibilidades comerciais e ajudou no planejamento de distribuição.

Território e tradição moldam o desempenho

A presidente Débora Pereira destacou que o clima frio e úmido do Sul favorece curas mais controladas, com menos defeitos e sabores mais definidos. No Paraná, os Campos Gerais são apontados como excelente terroir para queijos.

Andressa Dalila Bianchi, presidente da Artequeijo SC, reforça que o ambiente de altitude, a diversidade de terroirs e a herança europeia fortalecem a produção artesanal. A diversidade regional permite diferentes estilos, mantendo o padrão de qualidade.

Paraná brilha com quatro Super Ouro

Quatro queijos do Paraná receberam o selo Super Ouro, o nível máximo da premiação. Entre eles estão o Maturado Abaporu da Queijaria Flor da Terra (Toledo), o Witmarsum tipo gouda da Cooperativa Witmarsum (Palmeira) e dois produtos da Queijaria Deleite, em Londrina: Frescal Deleite e Vale do Heimtal.

A Queijaria Flor da Terra descreve o Abaporu como uma releitura contemporânea de técnicas tradicionais, com maturação que utiliza madeiras aromáticas. O Gouda da Witmarsum é descrito como um queijo curado de sabor intenso, com notas de nozes.

Contexto regional da produção de alto valor

O Paraná ocupa a segunda posição no ranking nacional de produção de leite, atrás de Minas Gerais, somando mais de 4,4 bilhões de litros anuais. O Valor Bruto de Produção no setor chega a R$ 12,1 bilhões, destacando a relevância econômica da cadeia.

O Biopark, em parceria com o IDR, atua para apoiar famílias rurais na produção de queijos de alto valor agregado, com planos de expandir a atuação. Kennidy de Bortoli, pesquisador, destaca a importância de qualidade, rastreabilidade e identidade regional para competir internacionalmente. Fonte: organização local do concurso e entidades estaduais.

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