Em 4 de dezembro de 2024, o presidente Lula recebeu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no Palácio do Planalto. Na conversa, Lula aconselhou Vorcaro a não vender o banco ao BTG Pactual por um valor simbólico, e indicou que o Banco Central indicaria um novo presidente em breve. A reunião ocorreu em Brasília e teve participação de outras autoridades.
Segundo apurações, o Master já enfrentava dificuldades financeiras e tentativas de captar recursos. O objetivo do encontro foi discutir a concentração bancária no Brasil e avaliar alternativas para o Master, inclusive manter a instituição independente. Na época, o Planalto avaliava cenários de política econômica e institucional.
Antecedentes e desdobramentos
Durante o ano de 2025, Vorcaro manteve contatos sobre a venda do Master, incluindo uma proposta de venda ao BTG que, segundo registros, foi apresentada em abril de 2025. A presença de Gabriel Galípolo na equipe que lideraria o BC também é mencionada em relatos de período próximo ao evento.
Entre 2025 e 2026, o Master buscou parcerias para reduzir dependência de grandes bancos. Em março de 2025, houve negociação com o BRB, banco público do Distrito Federal, mas o acordo não avançou. Em setembro de 2025, o BC vetou a venda do Master ao BRB, mantendo a instituição sob regulamentação federal.
Documentos e repercussões
Investigadores e veículos de imprensa passaram a analisar mensagens entre Vorcaro e Augusto Lima de abril de 2025, que indicaram a continuidade de discussões sobre venda do Master ao BTG. As mensagens revelam tentativas de reajustar estratégias diante de resistência de parte do mercado e de autoridades regulatórias.
Ao longo de 2025, o mercado acompanhou o avanço e o fracasso de diferentes caminhos de fusão e venda do Master, com impactos esperados sobre a competição no sistema financeiro nacional. A pauta de concentração financeira foi reiteradamente citada como tema relevante para políticas públicas.
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