O Edge Group, multiplataforma de defesa sediada em Abu Dhabi, ampliará a produção de equipamentos de segurança e armamentos no Brasil a partir de 2027. A meta envolve novas linhas de câmeras corporais e sistemas de registro de imagens.
A empresa é sócia de duas companhias brasileiras: 51% da Condor, que fabrica armas não letais no Rio de Janeiro, e 50% da SIATT, fabricante de mísseis em São José dos Campos. Os sócios brasileiros aparecem nos dois casos.
A Condor terá uma nova fábrica no interior paulista no início de 2027, com cidade ainda a definir. A unidade produzirá câmeras corporais e sistemas centralizados de registro de imagens, com cerca de 150 empregos. O investimento ainda não foi informado.
O plano é ampliar a exportação. A Condor já vende para 85 países e espera ampliar esse alcance com a nova unidade e maior capacidade produtiva.
Expansão de mísseis e radares
A SIATT aumentará a produção de mísseis a partir de 2027, elevando a força de trabalho de 150 para 400 funcionários, sem prazo divulgado. A empresa fabrica mísseis Mansup com alcance de 70 km e pretende lançar versão de 200 km.
Também está prevista a ampliação da linha de mísseis Max, antitanque, com alcance de até 4 km. Torres afirmou que a SIATT expandirá a produção de radares para monitoramento de tráfego aéreo e vigilância de fronteiras, reforçando negócios no Brasil e no exterior.
O Edge Group já fornece sistemas para diversos países e planeja aprimorar equipamentos usados pela Marinha do Brasil, com o navio-aeródromo Atlântico e fragatas aptos a receber drones maiores e menores.
Além disso, o executivo mencionou investimentos na área educacional em São José dos Campos. Em parceria com o ITA, será oferecido um mestrado em engenharia aeronáutica com foco industrial, a partir deste ano, para 40 alunos selecionados.
Competitividade tecnológica e parcerias
Rodrigo Torres destacou o potencial do Brasil em tecnologia de câmeras, citando liderança regional. O executivo indicou que há demanda em África, em outros países da América Latina e na Ásia, fortalecendo a estratégia de exportação.
O Edge avalia ganhos com maior participação local e transferência de tecnologia. A companhia já atua no mercado de defesa com foco em soluções de vigilância, monitoramento e defesa contra drones, ampliando a capacidade de atuação no setor.
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