Desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, os americanos gastaram mais de US$ 40 bilhões a mais em combustível. O estudo aponta que esse valor poderia financiar reparos estruturais ou modernizar infraestruturas críticas.
A pesquisa foi conduzida pela Escola Watson de Assuntos Internacionais e Públicos da Brown, liderada pelo professor Jeff Colgan, com apoio de Stephanie Savell. O relatório mede o custo adicional aos consumidores em relação a uma hipótese sem guerra.
Segundo o documento, o peso financeiro sobre famílias chegou a US$ 41,5 bilhões até a noite de domingo, equivalente a US$ 316 por domicílio. O custo atua como imposto invisível no dia a dia.
- A estimativa incluiu apenas impactos sobre combustíveis para consumidores, não abrange efeitos globais da guerra na economia. O estudo usa preços varejistas da AAA e da EIA para calcular diferenças diárias.
Esses US$ 41,5 bilhões poderiam cobrir melhorias de infraestrutura, como o programa de Investimento em Pontes anunciado em 2024 para mais de 10.200 pontes. O valor também superaria o custo estimado para reformar o sistema de controle de tráfego aéreo (US$ 31,5 bilhões).
Potenciais usos dos recursos
O relatório sustenta que, com esse dinheiro, seria possível consertar falhas no controle de tráfego aéreo dos EUA, ou reabilitar pontes críticas. A comparação está entre os cenários de investimento em infraestrutura e o custo de modernização da aviação.
Para a metodologia, a Brown compara preços reais de varejo com uma projeção de preços sem guerra, usando dados da AAA e da EIA. A diferença diária é multiplicada pela demanda de combustível, gerando o custo agregado por dia e por estado.
Essas estimativas são somadas ao nível nacional e por estado, com apoio de dados do Census Bureau para chegar ao custo por família. A análise busca quantificar o peso financeiro adicional imposto aos consumidores.
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