O governo dos EUA informou na segunda-feira que a Adani Enterprises, grupo indiano, concordou em pagar US$ 275 milhões para encerrar supostas violações de sanções envolvendo o Irã. A medida ocorre em meio a esforços do governo dos EUA para resolver casos ligados ao bilionário Gautam Adani.
Segundo o Tesouro dos EUA, a empresa comprou GLP de um comerciante de Dubai que dizia fornecer gás de Omã e do Iraque, mas cuja origem seria o Irã. O anúncio envolve irregularidades sanitárias e disputas de sanções internacionais.
A SEC encerrou, na semana passada, um processo civil por esquema de suborno a funcionários indianos, ainda sujeito à aprovação judicial. O Departamento de Justiça está próximo de retirar acusações criminais de fraude contra Adani, de acordo com fontes familiarizadas.
Promotores afirmam que Adani concordou em pagar US$ 265 milhões em propinas a autoridades indianas para viabilizar a maior usina solar do país. A empresa nega irregularidades e afirma tratar-se de acusações injustificadas.
O grupo Adani, que inclui a Adani Enterprises, levantou mais de US$ 3 bilhões em empréstimos ocultando informações de credores, segundo os promotores. Adani é um conglomerado de participação diversificada, com forte ligação ao cenário corporativo indiano.
Desdobramentos legais
Adani é aliado próximo do primeiro-ministro Narendra Modi e figura entre as pessoas mais ricas do mundo, estimadas em US$ 82 bilhões pela Forbes. A trajetória do grupo segue sob escrutínio regulatório global, com impactos potenciais para investidores.
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