O júri federal de Oakland, na Califórnia, decidiu que a ação movida por Elon Musk contra a OpenAI não poderia seguir adiante por questões de prescrição. O veredito unânime, entregue por um painel de nove membros, foi aceito pela juíza Yvonne Gonzalez Rogers como decisão final, na segunda-feira.
A ação questionava a transformação da OpenAI, fundada há quase 11 anos como organização sem fins lucrativos, sob a gestão de Sam Altman e Greg Brockman, com apoio financeiro da Microsoft. No entanto, o júri entendeu que os prazos legais já tinham expirado antes do ajuizamento, em 2024, o que inviabilizou as acusações.
A decisão não levou em conta as três pretensões de Musk: violação de confiança beneficente, enriquecimento sem justa causa e, em relação à Microsoft, auxílio e participação. Musk não estava presente na leitura do veredito; seu advogado sinalizou possibilidade de recurso, enquanto representantes da OpenAI não se manifestaram de imediato.
O que muda com o veredicto
O resultado encerra o litígio sem análise sobre as alegações de dano à reputação e de conflito entre as partes. A retirada de foco jurídico impede a avaliação de danos entre Musk, Altman e Brockman, bem como sobre a eventual responsabilidade da Microsoft. O caso permanece marcado pela disputa pública entre dois empresários de destaque do setor de tecnologia.
Mesmo com o desfecho, o julgamento atraiu atenção sobre as práticas de governança da OpenAI e o papel de seus fundadores. Detalhes sobre a riqueza de Brockman e o histórico de suposta desonestidade de Altman ganharam notoriedade durante as sessões, conforme investigações anteriores.
O processo também chamou atenção para a agenda de deposições e testemunhos, com participação de executivos afastados de atividades diárias para atender aos testemunhos. Musk, por sua vez, participou de menos sessões presenciais e viajou para a China durante o período do julgamento, segundo relatos de defesa.
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