A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda elevou as projeções de inflação para 2026 e 2027. O IPCA deverá encerrar 2026 em 4,5%, frente 3,7% estimados anteriormente. Em 2027, a previsão subiu para 3,5%, ante 3,0% em março. A SPE atribui a alta ao conflito no Irã e seus reflexos sobre o petróleo.
A SPE manteve a estimativa de crescimento do PIB de 2,3% neste ano, na mesma linha de março. A pasta aponta que a inflação mais elevada tende a ser mitigada pela desvalorização cambial mais estável, pela trajetória da Selic e por medidas do governo para amortecer fretes de combustíveis.
O relatório destaca que houve deterioração relevante no cenário internacional desde o início do conflito, com impactos globais sobre preços e atividade. No Brasil, indicadores do primeiro trimestre sinalizam aceleração da atividade, ainda que com níveis elevados de endividamento e inadimplência.
Desempenho macro e políticas públicas
A SPE prevê desaceleração econômica no segundo e terceiro trimestres, com leve recuperação no fim do ano. Medidas para mitigar efeitos da guerra, como subvenções e cortes tributários para combustíveis, são citadas como custo fiscal inferior ao ganho de arrecadação com o choque de petróleo.
Para estimativas de arrecadação, o relatório aponta que pagamentos de royalties, dividendos, IRPJ e CSLL, somados ao imposto de exportação, podem elevar a receita em cerca de R$ 8,5 bilhões ao mês. O Brasil permanece como exportador líquido de petróleo.
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