Os Correios receberam autorização do governo para ampliar sua atuação, incluindo a venda de seguros, títulos e outros produtos financeiros, além de atuação no mercado de telefonia móvel. A medida visa ampliar receitas e enfrentar o rombo bilionário da estatal.
A empresa fechou o último exercício com déficit de 8,5 bilhões de reais, valor superior ao registrado em 2024. O governo já havia sinalizado que os Correios poderiam atuar como plataforma de serviços financeiros e comerciais para a população.
A medida foi oficializada na última semana, após estudo que comprove a viabilidade econômico-financeira. A expectativa é que a estatal intermedie seguros de automóvel, vida, residência e viagem, além de bônus promocionais e títulos de capitalização.
Aporte e cenário financeiro
Parcerias com instituições financeiras estão previstas para viabilizar o atendimento ao público por meio da estrutura já existente. A atuação na telefonia celular ocorre como operadora virtual, em parceria e sob regulamentação da Anatel.
O governo prevê aporte de capital dos cofres públicos aos Correios em 2027, conforme afirmou a ministra da Gestão e Inovação. O aporte seria via transferência direta do Tesouro, já previsto no contrato de empréstimo de 12 bilhões de reais firmado em 2025 com um consórcio de bancos.
Os Correios também adotam medidas para reduzir custos, como demissões voluntárias, fechamento de até mil agências com déficit e venda de imóveis, cuja expectativa de receita é de cerca de 1,5 bilhão de reais.
Segundo balanços, grande parte da estrutura opera sem lucro devido à universalização do serviço postal em áreas remotas. Dados do segundo trimestre de 2025 apontam que aproximadamente 71% das localidades atendidas cumprem a missão pública da empresa.
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