O impacto da escalada no Irã chega ao Catar, país rico em petróleo e gás. O FMI projeta retração de 8,6% do PIB do Catar, com recuperação prevista apenas no médio prazo. O bloqueio de rotas estratégicas e o fluxo de energia afetaram o principal motor econômico do Catar: o gás natural liquefeito.
A economia catarense é fortemente dependente do GNL, que responde por mais de 60% da receita do Estado. Com o bloqueio de vias marítimas, embarques para a Ásia e a Europa ficaram suspensos por semanas, reduzindo a exportação de energia. Ras Laffan também teve queda na atividade industrial.
Segundo o The New York Times, a crise prejudica a estratégia de diversificação do Catar, já que turismo e negócios internacionais sofrem abalos. O país enfrenta menor fluxo de visitantes e reavaliação de investimentos estrangeiros, agravando a dependência energética.
Paquistão entrega nova proposta de Irã para encerrar o conflito
O Paquistão, mediador regional, informou aos EUA uma versão revisada da proposta iraniana para encerrar a guerra no Oriente Médio. As negociações permanecem frágeis, com as partes buscando convergência antes de novo encontro.
O porta-voz iraniano confirmou que as posições foram repassadas aos norte-americanos, sem detalhar o conteúdo. Um cessar-fogo frágil continua vigente há seis semanas, após ataques aéreos que aumentaram a tensão regional.
Trump afirmou que o acordo está “respirando por aparelhos”, sinalizando dificuldades para avanços. As negociações, mediadas pelo Paquistão, seguem sem data definida para retomada formal. O desfecho permanece incerto.
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