O IBC-Br do Banco Central mostrou queda de 0,7% em março frente a fevereiro, na série com ajuste sazonal, abrindo o dado mensal. No entanto, o indicador aponta crescimento trimestral de 1,3% até março de 2026, ante o trimestre anterior. A autoridade divulgou os números nesta segunda-feira.
Entre os componentes, agropecuária caiu 0,2%, indústria recuou 0,2% e serviços diminuíram 0,8% na comparação mensal. Desvio negativo na agropecuária foi compensado pela alta de atividades de serviços em outros períodos, mantendo o ritmo positivo no agregado do trimestre.
Desempenho setorial e fatores de impulso. O pesquisador do FGV Ibre, Claudio Considera, aponta que o peso da indústria vem da atividade extrativa, com o petróleo influenciando a produção. Há relatos de refinarias da Petrobras operando acima da capacidade devido ao conflito no Oriente Médio.
Além disso, são citadas medidas de estímulo do governo, como a isenção de IR até 5 mil reais, que ajudam a sustentar o consumo das famílias no lado da demanda. No agregado ex-agropecuário, o desempenho do trimestre foi positivo, sustentado por estes estímulos.
No total, o IBC-Br da indústria cresceu 1,3% no primeiro trimestre, enquanto o setor de serviços avançou 1%. O indicador ex-agropecuária registrou alta de 1,2% na comparação com os três meses anteriores, dessazonalizado.
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