O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou recuo de 0,7% na economia brasileira em março, na comparação com fevereiro. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (18/5). Todos os setores tiveram queda, com serviços registrando a maior retração, de 0,8%.
O resultado também é explicado por ajuste sazonal aplicado pelo BC, que remove variações sazonais para facilitar comparações entre períodos. Em fevereiro, o indicador havia avançado 0,6% frente a janeiro e, no acumulado do trimestre, houve alta de 1,3%.
Desempenho por setor
Na leitura por áreas, o único movimento positivo no trimestre foi o espaço agregado de serviços, ainda que com queda de 0,8% em março. Agropecuária recuou 0,2% e indústria caiu 0,2%.
Em relação a março do ano passado, o IBC-Br avançou 3,1%. Em 12 meses, o indicador mostrou alta de 1,8%. No acumulado do ano, a variação ficou em 1,4%, também sem ajustes sazonais.
Perspectivas e contextos
Especialistas destacam que a desaceleração econômica em 2026 deve ocorrer diante de juros elevados e inflação persistentemente alta. O governo e o BC acompanham os impactos desses fatores na atividade econômica. Dados de 2025 indicam expansão de cerca de 2,3%, com projeções variadas para este ano.
O FMI projetou que o Brasil voltará à posição de 10ª maior economia global, com crescimento estimado em 1,9% para 2026. A previsão considera, entre outros fatores, o ambiente internacional e o papel do país como exportador de energia.
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