A Iberostar enfrenta atraso em Los Cabos, o refúgio mexicano de milionários norte-americanos, devido a conflitos com vizinhos. A cadeia espanhola não avança com o projeto hoteleiro na região, que busca atrair turistas de alto poder aquisitivo.
A companhia, com sede em Mallorca, acumulava planos de expansão no México desde 2024. Em Cancún, a última abertura ocorreu no fim de 2025, consolidando a presença da marca cinco estrelas no Caribe mexicano. Ainda assim, Los Cabos continua sem início de obras.
Por que houve o atraso? A negativa de parte da comunidade local e a necessidade de ajustes no projeto provocaram a paralisação. O principal ponto envolve o acesso público às praias e a delimitação de áreas, aspectos que os vizinhos apontaram como determinantes para a viabilidade.
A região de Los Cabos recebe hoje 3,8 milhões de visitantes por ano, com destaque para turistas estadunidenses de alta renda. Dados do Observe Los Cabos indicam que cerca de 2,2 milhões são americanos com alto poder de compra, apoiando a estratégia de grupos internacionais na área.
Segundo o Fideicomiso de Turismo de Los Cabos, a Iberostar mantém uma reserva de terreno de 5 milhões de metros quadrados na região. Em setembro de 2024, a empresa já havia concluído trâmites administrativos e garantido fornecimento elétrico para o complexo no Cabo de San José, ainda sem início.
Conflito com vizinhos freia plano da Iberostar
A proposta inicial não previa acessos públicos adequados às praias, o que contraria exigências locais e gerou denúncias. O acordo com as autoridades e ajustes no projeto devem facilitar a retomada, segundo avaliação do organismo de turismo. Até o momento, não houve anúncio de datas para o reinício das obras.
Outro grande grupo espanhol, Palladium, também possui reserva de solo na região, mas ainda não confirmou investimentos. A perspectiva é que grandes grupos americanos, com presença já consolidada, mobilizem o mercado local com três novos empreendimentos de grande porte.
Ações anunciadas para Los Cabos incluem empreendimentos de marcas de luxo que deverão ampliar a oferta hoteleira de alto padrão na península da Baixa Califórnia. A chegada de novas bandeiras internacionais continua em estudo por investidores, aguardando resolução das disputas com vizinhos e adequação regulatória.
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