O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) desacelerou para 0,89% em maio, após alta de 2,94% em abril, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV) IBRE. No acumulado do ano, o indicador avança 3,48%, e, em 12 meses, sobe 1,46%. A velocidade menor chegou devido à queda de ritmo das matérias-primas brutas e a um arrefecimento nos preços ao consumidor.
A explicação vem do IPA, que recuou de 3,81% em abril para 0,95% em maio. O recuo desses itens ajudou a reduzir pressões em setores agropecuários e industriais, contribuindo para a desaceleração do IGP-10. A leitura compara com maio do ano passado, quando houve queda de 0,01%.
IPA perde fôlego com queda das matérias-primas, destacando minério de ferro (-4,67%), álcool etílico anidro, cana-de-açúcar, café em grão e suínos, que registraram retrações expressivas no mês. Nesse cenário, o grupo Matérias-Primas Brutas também desacelerou, de 7,01% para 0,06%.
O grupo de Bens Finais subiu 0,81% em maio, abaixo dos 1,15% de abril. Por outro lado, Bens Intermediários aceleraram, para 2,41% ante 1,95% no mês anterior. No varejo, o IPC desacelerou de 0,88% para 0,68%.
Entre os componentes do IPC, cinco das oito classes de despesas tiveram redução, com destaque para Transportes (de 2,31% para 0,29%) e Alimentação (de 1,41% para 1,22%). Despesas Diversas, Vestuário e Comunicação também reduziram o ritmo, enquanto Educação, Saúde e Habitação aceleraram.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,86% em maio, ligeiramente abaixo dos 0,88% de abril, refletindo a desaceleração dos custos com mão de obra e serviços.
Entre na conversa da comunidade