O INCC, Índice Nacional de Custo da Construção, é usado para acompanhar a variação dos custos da construção civil no Brasil. Ele afeta diretamente o valor das parcelas pagas na planta, refletindo mudanças nos insumos ao longo da obra. A cada mês, a variação é incorporada aos saldos devedores conforme o contrato.
Calculado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), o INCC usa dados de várias capitais para compor uma média ponderada. O índice funciona como um reajuste monetário e não como juros, com o objetivo de manter o equilíbrio financeiro da obra.
O INCC é aplicado principalmente durante o período de construção de imóveis na planta. Isso inclui a entrada, parcelas para a construtora, reforços intermediários e o saldo devedor antes da entrega. Após o Habite-se, as condições podem mudar conforme o financiamento.
Quais são as categorias do INCC? O índice tem três modalidades: INCC-M, INCC-DI e INCC-10, definidas pelo período de coleta de dados. O INCC-M, por exemplo, utiliza dados entre o dia 21 do mês anterior e o 20 do mês atual.
Atualização recente aponta o INCC-M acumulado em 12 meses em 6,28% até abril de 2026. Em abril, houve alta de 1,04% no mês; março registrou 0,36% e fevereiro 0,34%. Janeiro apresentou 0,63%.
Para quem compra imóveis na planta, o índice é visto como “termômetro” da construção, revelando como evoluem custos com materiais, mão de obra e serviços. A MRV ressalta que o reajuste acompanha esse movimento para sustentar o andamento da obra.
O INCC costuma não se aplicar a imóveis já prontos. Nesses casos, as condições variam conforme o contrato com a instituição financeira responsável pelo financiamento, com parcelas já quitadas ou renegociadas conforme o saldo devedor.
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