Uma juíza estadual determinou que a Sigma Mineração, subsidiária da Sigma Lithium, deposite R$ 50 milhões em juízo nos próximos 10 dias. O objetivo é garantir cobertura de danos supostamente causados pela operação de lítio na Grota do Cirilo, em Minas Gerais.
A decisão faz parte de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público de Minas Gerais. A ordem exige que a Sigma pague por consultores técnicos independentes escolhidos pelas comunidades atingidas, além de um programa opcional de reassentamento emergencial e medidas de saúde pública.
A liminar também determina a suspensão de operações noturnas ruidosas, entre 22h e 6h. Moradores das comunidades Piauí Poço Dantas, Ponte do Piauí e Santa Luzia relataram poeira, tremores, rachaduras e ruído constante, apontando violações de dignidade humana.
A decisão foi proferida pela juíza Patrícia Bergamaschi de Araújo. Ela ressaltou, com base em relatos, o impacto da atividade mineradora sobre as moradias e a qualidade de vida na região do Vale do Jequitinhonha.
A Sigma Mineração não respondeu ao pedido de comentário feito fora do horário comercial. A empresa atua na área de lítio na região, onde há disputas sobre impactos ambientais e sociais das operações.
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