Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial, em discurso durante visita à Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo. A declaração ocorreu nesta segunda-feira 18, com o objetivo de destacar a atividade econômica e a responsabilidade ambiental.
O presidente afirmou que a exploração deve ocorrer com rigor técnico para evitar danos ao meio ambiente. Ele também ressaltou uma dimensão de soberania nacional, dizendo que a ocupação da área pode prevenir ações de outros países.
Lula citou exemplos de líderes estrangeiros para justificar a necessidade de atuação brasileira, mencionando a possibilidade de pressões externas sobre a região. Não houve detalhes sobre prazos, planos específicos de exploração ou cronogramas operacionais.
A Petrobras já obteve, no ano passado, licença do Ibama para iniciar a pesquisa exploratória na Margem Equatorial. A área, localizada no norte do Brasil, é apontada como potencial de petróleo equivalente a um pré-sal.
Investimentos da Petrobras
Em Paulínia, o presidente acompanhou anúncio de 37 bilhões de reais em investimentos da Petrobras no estado até 2030. Os recursos vão para refino, logística, exploração e produção e geração de energia, com impacto esperado em 38 mil empregos diretos e indiretos.
A Replan deve receber cerca de 6 bilhões de reais para ampliar o processamento, aumentando sua capacidade de 434 mil para 459 mil barris diários. A refinaria abastece mais de 30% do território nacional.
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, destacou avanços para usar até 5% de renováveis no combustível de aviação até o fim do ano. Ela também sinalizou maior atuação em Campos no Santos, inclusive com novos projetos no pré-sal paulista, incluindo o contato entre poços de Aram e produção.
A executiva reforçou a participação da Petrobras na segurança energética do país, lembrando que a estatal já representa parte expressiva do diesel consumido e que há metas para ampliar esse patamar até 2030.
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