A Refit afirmou nesta segunda-feira que o empresário Ricardo Magro não é proprietário nem integra o quadro de acionistas da companhia. A declaração ocorre após a prisão preventiva de Magro ter sido decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o empresário constar na lista de foragidos da Interpol. A operação envolve investigação da Polícia Federal.
A PF apura suposta gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e evasão de divisas, entre outros crimes. Magro e a Refit são alvo de investigações sobre relações com o governo do Rio de Janeiro. A empresa nega irregularidades e informou à Comissão de Valores Mobiliários que Magro não integra o quadro societário.
O comunicado da Refit foi enviado à CVM para esclarecer questionamentos sobre a operação da última sexta-feira, vinculada à chamada Operação Sem Refino. A PF aponta que Magro utiliza offshores e trusts para ocultação do beneficiário final e retirada de recursos sem lastro econômico.
Magro não figura na estrutura acionária da Refit, cuja controladora é a holding Xoroque Participações, com participação de 69,4%. Um fundo gerido pela Postalis detém 15,6% da companhia, conforme documentação societária da empresa.
Na base da operação, a Polícia Federal sustenta que as estruturas de Magro correspondem a um padrão de lavagem de capitais e blindagem patrimonial, com uso de empresas de fachada, holdings nacionais e estrangeiras, fundos e pessoas interpostas.
A investigação também envolve o ex-governador do Rio, Cláudio Castro, que seria conduzido pela PF para verificar a relação entre a máquina pública e a Refit. Castro afirmou estar à disposição da justiça para esclarecer os fatos, afirmando atuar dentro da legalidade.
Castro destacou, em comunicação, que sua gestão abriu acordo para que a Refinaria de Manguinhos quitasse dívidas com o estado, o que, segundo ele, reforça a lisura de sua atuação. Ainda não há conclusão sobre as responsabilidades de cada parte.
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