A XP Inc. encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 1,32 bilhão, queda de 0,97% frente ao trimestre anterior, mas alta de 7% ante o mesmo período de 2025. A captação líquida no varejo ficou em R$ 38 bilhões, impulsionada pelo efeito Master, que envolve o reembolso de investidores. Saídas de R$ 4 bilhões no corporate e institucional pesaram no resultado.
A plataforma do grupo manteve o destaque, retendo 77% dos cerca de R$ 25 bilhões pagos aos clientes. Sem o efeito Master, a captação líquida seria de R$ 14 bilhões, resultado 41,7% menor anual e 56,3% menor no trimestre. Os ativos sob custódia atingiram R$ 1,529 trilhão, alta de 15,1% em 12 meses e 2,5% no trimestre.
No conjunto, os ativos totais ligados a clientes, gestão e fundos somam R$ 2,142 trilhões, expansão de 21% em 12 meses. O resultado por ação avançou 9% nesse período, puxado pela recompra de ações. A XP aprovou um novo programa de recompra de R$ 1 bilhão e anunciou o pagamento de mais R$ 500 milhões em dividendos, previsto para junho.
Resultados e captação
As receitas do varejo alcançaram R$ 3,77 bilhões, queda de 2,3% no trimestre, mas alta de 8% em 12 meses. Na área de atacado, a receita somou R$ 1,15 bilhão, alta de 26% na comparação anual, porém recuo de 7,7% frente ao trimestre anterior.
Na renda fixa, o desempenho foi impactado pela marcação a mercado, com taxas de títulos de crédito subindo no mercado secundário e peso desse movimento para o banco de investimento e a tesouraria, segundo o CEO Thiago Maffra.
Dividendos, projeções e cenário
A administração mantém metas traçadas para 2024-2026, estimando receitas de cerca de R$ 22,8 bilhões em 2026, margem EBITDA de 30% e Basileia abaixo de 19%. A estratégia prevê distribuir R$ 5 bilhões aos acionistas via recompra ou dividendos neste triênio, já executando metade do programa atual de R$ 1 bilhão e anunciando outro de igual valor, além de dividendos de R$ 500 milhões. Restariam R$ 2,5 bilhões para a segunda metade do ano.
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