A XP Inc apresentou lucro líquido ajustado de 1,3 bilhão de reais no primeiro trimestre deste ano, com deterioração da rentabilidade e queda na captação. O resultado foi divulgado pela empresa na segunda-feira (18).
Apesar do desempenho anual positivo de 7%, o ganho trimestral ficou 1% abaixo das expectativas de analistas compiladas pela LSEG. A receita bruta atingiu 4,9 bilhões, 8% acima de 2025, mas -7% frente ao quarto trimestre.
A receita de varejo somou quase 3,8 bilhões, alta anual de 10%, porém queda de 2% comparando com o último trimestre do ano passado. Em renda variável houve avanço de 22% ano a ano e 13% no trimestre; renda fixa recuou 25% e 19%, respectivamente.
Novo CFO entra em cena
A XP informou a nomeação de Gustavo Alejo como novo diretor financeiro do grupo, com início em 3 de agosto. Alejo chega do Santander Brasil, onde ocupava o cargo, substituindo Victor Mansur, que deixará o posto em 31 de maio de 2026.
O desempeno do banco de atacado subiu 26% na comparação anual, mas recuou 8% no trimestre, para cerca de 1,1 bilhão de reais. A lucratividade segue sob pressão, com margens e retorno sobre patrimônio em queda.
A receita líquida somou 4,7 bilhões, alta de 8% frente a 2025, mas recuo de 6% frente ao trimestre anterior. As despesas administrativas ficaram em 1,6 bilhão, expansão de 14% na comparação anual.
Dividendos, recompra e estratégia
A XP aprovou dividendos de 0,20 dólar por ação Classe A, com pagamento em 18 de junho aos detentores na data-base de 10 de junho. O montante estimado é de cerca de 500 milhões de reais, conforme câmbio atual.
Foi autorizado ainda um programa de recompra de ações de até 1 bilhão de reais, com operações em mercado aberto ou privadas, até maio de 2027 ou até o esgotamento do caixa disponível.
A base de clientes ativos atingiu 4,8 milhões, com ativos de clientes totais de 1,5 trilhão de reais. A captação líquida caiu 39% ante o mesmo período de 2025, para 14 bilhões, e 55% ante o último trimestre do ano passado.
A XP destacou que o retorno anualizado sobre o patrimônio tangível ficou em 26,2%, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido anualizado caiu para 21,7%, refletindo o ritmo de crescimento e a rentabilidade atual.
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