No Brasil, empresas perdem 22 dias de trabalho por cada 100 colaboradoras devido à falta de políticas de bem‑estar menstrual. O estudo aponta que 9 em cada 10 menstruam relatam queda de produtividade durante o ciclo, enquanto apenas 8% das empresas oferecem algum tipo de ação nesse cuidado. Três quartos das companhias nunca consideraram o tema em sua pauta.
A pesquisa, realizada pela Essity, GPTW e Dalia, ouviu 1.688 mulheres entre maio e setembro de 2025 e 80 empresas dos setores de serviços, comércio e indústria. O levantamento aponta ainda que 1 em cada 4 entrevistadas já sofreu consequências no trabalho por questões ligadas à menstruação, como descontos salariais, discriminação ou negativa de promoção.
Panorama e impactos
Entre as perdas, 59,2% das entrevistadas afirmam ter deixado de trabalhar em dias de desconforto. Os sintomas mais relatados são alterações de humor, cólicas, cansaço, inchaço, dor de cabeça e lombar, com a maioria marcando mais de uma opção.
O que pode ser feito
Segundo a pesquisa, o apoio básico solicitado é simples e costuma exigir menos investimento: flexibilidade na jornada (incluindo possibilidade de trabalho remoto mediante avaliação médica), fornecimento de analgésicos e itens de higiene, ajuste do cargo conforme o ciclo, licença menstrual e conscientização por meio de palestras.
Visão corporativa e próximos passos
Empresas que adotam esse tipo de suporte observam melhoria na produtividade e na presença, reforçando a relação entre bem‑estar e desempenho. especialistas destacam a importância de dados para convencer a adoção de políticas de diversidade e inclusão voltadas à saúde menstrual.
Entre na conversa da comunidade