Os ETFs de renda fixa ganham espaço entre investidores brasileiros, que buscam eficiência tributária, liquidez e praticidade na gestão. Entre eles, o LFTB11, da Investo, destacou-se rapidamente desde seu lançamento no fim de 2024. O produto figura entre os mais negociados da B3 no segmento de renda fixa e está entre os 10 maiores em patrimônio, segundo a gestora.
A adoção do ETF reflete o interesse por renda fixa negociada em bolsa, associando gestão simplificada a menor impacto tributário no longo prazo. O LFTB11 vem ganhando atenção pela combinação entre liquidez diária e estrutura fiscal favorável para determinadas faixas de prazo.
Qual o diferencial do LFTB11?
A carteira do LFTB11 combina majoritariamente títulos atrelados à Selic com uma fatia menor de NTN-Bs de prazo mais longo. Cerca de 91% são LFTs e 9% NTN-Bs longas, buscando manter volatilidade próxima à renda fixa pós-fixada com vantagem tributária.
A estrutura permite que o ETF tenha comportamento semelhante à Selic no dia a dia, mantendo, ao mesmo tempo, a regra de IR de renda fixa de longo prazo. A presença das NTN-Bs atende a uma exigência regulatória de prazo médio da carteira.
Impacto tributário
Uma das principais razões para a popularidade do LFTB11 é a eficiência tributária. Ao contrário de fundos tradicionais, o ETF não aplica o come-cotas; o imposto incide apenas na venda das cotas. A gestora aponta ganhos líquidos significativos no longo prazo em comparação a fundos sujeitos ao come-cotas.
Em simulações, com retorno anual de 10%, o ganho líquido em 10, 20 e 30 anos pode superar o de fundos que sofrem o regime semestral. A gestão também destaca ausência de IOF e liquidez em D+1 como vantagens adicionais.
Cenários de atuação e perspectivas
O histórico do índice que o ETF acompanha, o MarketVector Brazil Treasury 760 Day Target Duration, sugere que o LFTB11 tende a se valorizar quando há quedas nas taxas de juros de longo prazo. A NTN-Bs longas costumam se valorizar nesse ambiente, beneficiando o ETF.
Atualmente, a NTN-B 2060 opera com juros reais acima de 7% ao ano, patamar que historicamente costuma preceder movimentos de fechamento das taxas longas. Mesmo assim, a gestora ressalta que o desempenho não é garantido e o investimento deve ser de longo prazo.
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