O comércio agêntico avança no Brasil, impulsionado por IA, Open Finance e Pix, buscando ampliar o acesso a serviços financeiros. O modelo promete inclusão, mas enfrenta diversas barreiras de segurança e de regulamentação que precisam ser superadas.
Fraudes sofisticadas e crimes digitais ganham espaço nesse ambiente, exigindo medidas rígidas de proteção de dados e de transações. A consolidação do modelo depende de controles mais robustos e de padrões de compliance para instituições envolvidas.
O Fintouch São Paulo 2026, promovido pela ABFintechs, em junho, deve reunir líderes de Banco Central, CVM e grandes empresas para debater IA, Open Finance e Pix. O objetivo é buscar soluções para mitigar riscos sem impedir a inovação.
Regulamentação e combate a fraudes
O BC intensifica o combate a apostas ilegais, com a Resolução nº 569/2026, obrigando compartilhamento de indícios de fraude com operadores não autorizados. A norma visa reduzir crimes financeiros ligados ao setor.
O CNJ também atua, com piloto do Sisbajud para acelerar bloqueios de ativos. A iniciativa busca eficiência sem prejuízo a usuários, exigindo mecanismos que evitem bloqueios indevidos.
Mesmo com os desafios, o comércio agêntico tem potencial para ampliar inclusão financeira e fomentar o desenvolvimento econômico. O modelo pode beneficiar a população não bancarizada e pequenos empreendedores.
Para isso, é essencial a cooperação entre setor público e privado. Regras claras devem incentivar inovação com segurança, enquanto instituições investem em tecnologia e capacitação de agentes.
A conscientização dos consumidores é outro pilar, com campanhas educativas sobre riscos e oportunidades. Informações acessíveis ajudam a prevenir fraudes e a orientar o uso seguro das plataformas.
O caminho para o pleno potencial do comércio agêntico depende da combinação entre regulamentação eficaz, segurança robusta e educação financeira, mantendo o equilíbrio entre inovação e proteção ao consumidor.
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