O governo federal avalia a possibilidade de mudar o CVaR, parâmetro que define o nível de risco aceito na operação do sistema de energia. A análise está sob o guarda‑chuva do CMSE, ligado ao Ministério de Minas e Energia, e pode influenciar tarifas a partir de 2027.
O CVaR mede quanto o sistema deve preservar água nas hidrelétricas em cenários de pouca chuva. Quanto maior a cautela, maior a preservação, porém maior o acionamento de termelétricas, elevando custos.
Atualmente, o setor usa o modelo CVaR 15/40. A proposta é reduzir para 15/35 ou 15/30, o que entidades de consumidores dizem reduzir tarifas e custos de geração.
Impacto financeiro e tarifas
A mudança poderia reduzir o custo do sistema elétrico segundo avaliações de entidades do setor, como a Abraceel, que projeta queda de tarifas de até 0,98%. O argumento é frear o uso excessivo de termelétricas preventivas.
Por outro lado, parte do setor sustenta que reduzir o CVaR aumenta o risco de desabastecimento em períodos de seca severa. A comparação com a crise hídrica de 2021 é citada para sustentar esse temor.
A decisão envolve segurança energética e custo para famílias, empresas e produtores. Em maio, o governo adiou a votação e solicitou novas análises ao ONS e à CCEE antes de definir o caminho escolhido.
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