Surgiu a notícia de que a gigante chinesa de fast fashion Shein pretende adquirir a Everlane, marca de básicos sustentáveis de San Francisco ligada à transparência radical. A operação estaria em estágio inicial, sem confirmação oficial de ambas as partes. A pauta envolve também a mudança de estratégia da Allbirds, que migra de tênis ecológicos para tecnologias de IA.
A Everlane enfrenta dificuldades financeiras, com anúncios de fechamento de sede em San Francisco após demissões ocorridas em 2020 e 2023. O destaque do mercado é o desejo de manter a produção e a marca, com a decisão de buscar investidores que aceitem o montante pedido pela controladora, a private equity LCatterton, avaliada em US$ 100 milhões.
Segundo a cobertura, a Shein teria mostrado disposição para investir o valor exigido, apoiada pela capacidade financeira de suas operações globais. A empresa tornou-se alvo de críticas por questões de cadeia de suprimentos, controvérsias trabalhistas e controvérsias de transparência, em meio a ações de regulação e investigações em diferentes mercados.
A análise aponta que, além da viabilidade financeira, o interesse da Shein pode residir na vantagem de integrar uma cadeia de suprimentos já estabelecida com histórico de qualidade. A Everlane, por sua vez, ficou conhecida pela transparência de custos e pela parceria com a fábrica Saitex, no Vietnã, antes do atual impasse.
Paralelamente, a Allbirds anunciou a mudança de rumo para exploração de IA, mudando o foco de sustentabilidade para outra linha de negócios. A companhia passou por mudanças de governança e busca reposicionamento para manter a competitividade diante do cenário de mercado, com histórico de consumo de material sustentável.
Analistas ressaltam que a tendência no setor é de revisões de metas de sustentabilidade por grandes marcas, com ajustes de estratégias ou cancelamentos de metas de emissões. Apesar do interesse de investidores, a divulgação oficial das negociações ainda não ocorreu, mantendo o tema sob discussão no setor eco fashion.
Especialistas destacam a necessidade de manter o escrutínio sobre práticas trabalhistas e responsabilidade ambiental, independentemente de mudanças de marca ou modelo de negócios. Observa-se, ainda, que o segundo semestre pode trazer desdobramentos com anúncios formais ou respostas oficiais das empresas envolvidas.
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