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Entidades do setor financeiro divulgam carta de apoio a Gabriel Galípolo

Associações financeiras apoiam autonomia do Banco Central após apelo de Galípolo; tema envolve liquidações extrajudiciais, acordo de compromisso e tensões com BRB e Master

19.mai.26 - O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos)
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Associações do setor financeiro divulgaram uma nota conjunta em apoio à autonomia financeira do Banco Central, após o apelo feito por Gabriel Galípolo no Senado. O objetivo é reforçar a independência na gestão da política monetária.

O BC tem defendido a manutenção de instrumentos de política para levar a inflação à meta, mesmo diante de fatores como inflação elevada, choques de oferta e guerras comerciais. Galípolo destacou que a inflação tem superado o teto de 3% por períodos, justificando a necessidade de juros mais elevados.

O presidente do BC também mencionou dificuldades em operações de liquidação extrajudicial desde 2025, com desafios para encontrar liquidantes para administrar ativos e pagar credores, após 13 decisões de liquidação no período.

Independência financeira e casos específicos

Galípolo explicou que o caso do Banco Master envolveu o uso de recursos captados da rede de varejo, garantidos pelo FGC, para aplicações de maior risco, gerando descompasso entre ativos e passivos e dificultando resgates.

Sobre o BRB, ele afirmou que bancos com problemas de patrimônio requerem aporte dos sócios; a venda de ativos pode resolver liquidez, mas não necessariamente o patrimônio, dependendo da injeção de recursos.

Na audiência, o presidente do BC negou qualquer intento de viabilizar a venda do Master ao BRB, afirmando que a proposta de aquisição foi vetada pelo BC em 2025 e que o TCU questiona a atuação do órgão.

Acordo com Campos Neto e condução técnica

Galípolo reiterou apoio ao termo de compromisso assinado por Roberto Campos Neto, ressaltando que o acordo foi conduzido pelo Coter, sem participação da diretoria, em caráter técnico e apolítico. O termo, de 2 de junho de 2025, prevê pagamento de 300 mil ao BC por irregularidades em contratos de câmbio com o Santander, envolvendo valores expressivos entre 2015 e 2017.

O plenário acompanhou perguntas sobre possíveis vantagens indevidas ao ex-presidente, com Galípolo ressaltando que a avaliação não indicou favorecimentos e que a condução técnica busca evitar perseguições.

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