A Estrela pediu recuperação judicial na Justiça na terça-feira, buscando negociar 109,1 milhões de reais em dívidas. A fabricante de brinquedos informou que reduziu o quadro de funcionários de cerca de 10 mil pessoas no auge, nos anos 1980, para 1,5 mil hoje. A medida, segundo a empresa, foi tomada para preservar a atividade.
O pedido foi protocolado em meio a um cenário de crise no setor de brinquedos, com mudanças no comportamento de consumo. O corte de pessoal ocorreu ao longo de décadas, mantendo planta em Itapira (SP) e unidades em Três Pontas (MG) e Ribeirópolis (SE). A presidente do Sindbrinq, Maria Auxiliadora dos Santos, afirma que não haverá demissões.
A empresa sustenta que a redução foi necessária para a sobrevivência da operação. Trabalhadores com atuação na Estrela dizem que não houve atrasos salariais ou de benefícios, embora rescisões já tenham registrado atrasos pontuais. Uma assembleia em Itapira está marcada para sexta-feira para esclarecer dúvidas.
Contexto histórico
Fundada em 1937, a Estrela é conhecida pelos brinquedos Banco Imobiliário, Autorama, Falcon, Genius, Susi, Comandos em Ação e Super Massa. No fim dos anos 1990 houve o encerramento da parceria com a Mattel, e a companhia relançou a boneca Susi. A disputa judicial com a Hasbro envolve royalties sobre cerca de 20 brinquedos vendidos no Brasil.
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