A fabricante de brinquedos Estrela protocolou nesta quarta-feira, 20 de maio, um pedido de recuperação judicial na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais. A medida busca reestruturar o passivo do grupo em meio a pressões econômicas e setoriais.
A empresa foi fundada em 1937 por Siegfried Adler, imigrante alemão que chegou ao Brasil na década de 1930 para fugir do regime nazista. A criação ocorreu após a aquisição de uma oficina de bonecas de pano em falência.
A origem está ligada à fábrica no bairro Belém, Zona Leste de São Paulo, onde começaram com bonecas de pano e carrinhos de madeira. Em 1944 a Estrela abriu capital, tornando-se sociedade anônima.
Ao longo das décadas, a produção incorporou plástico, metal e componentes eletrônicos, ampliando o catálogo. Em 1950s e 60s surgiram itens icônicos como Banco Imobiliário, Susi e Autorama.
Atualmente, as operações acontecem em Itapira (SP), Ribeirópolis (SE) e Três Pontas (MG), com sede administrativa em São Paulo. O setor de brinquedos faturou 10,39 bilhões de reais em 2025, segundo a Abrinq.
Segundo a Abrinq, a produção nacional respondeu por 53% do faturamento do setor, enquanto produtos de origem chinesa representaram 72% das importações brasileiras. A Estrela não informou detalhes sobre parcelas a credores.
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